O que é Pop Art

O Pop Art foi um movimento artístico característico dos anos 1950 e 60. Majoritariamente britânico e estadunidense, sua ideia central era compreender a arte em situações e objetos do cotidiano urbano.

O nome do movimento foi dado pelo crítico de arte estadunidense Lawrence Alloway. Os principais nomes do Pop Art foram os norte-americanos Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman, James Rosenquist e Robert Indiana e os britânicos David Hockney, Peter Blake, dentre outros.

As referências principais do Pop Art eram de fato as manifestações estéticas do cotidiano, podendo citar como exemplos a publicidade em todas suas formas de veiculação, programas de televisão, revistas em quadrinhos e diversos outros.

A Pop Art representou uma tentativa de retornar a uma forma de arte mais objetiva e universalmente aceitável após o domínio de técnicas pessoais e abstratas como o expressionismo. Foi também iconoclasta, rejeitando tanto a supremacia da “alta arte” do passado quanto as pretensões de outras artes contemporâneas de vanguarda. A Pop Art tornou-se um evento cultural por causa de sua reflexão aproximada de uma situação social particular e porque suas imagens facilmente compreensíveis foram imediatamente exploradas pela mídia de massa.

Embora os críticos da Pop Art a tenham descrito como vulgar, sensacionalista, não estética e uma piada, seus proponentes (uma minoria no mundo da arte) a via como uma arte que era democrática e não discriminatória, reunindo tanto conhecedores quanto espectadores destreinados.

Pode-se ver a Pop Art como uma descendência do movimento dadaísta, uma das mais controversas vanguardas do modernismo, que se mostrava em oposição clara aos conceitos e técnicas da arte clássica. Outros artistas do século XX que influenciaram o movimento da Pop Art foram Stuart Davis ,Gerald Murphy e Fernand Léger, todos eles descreviam em sua pintura a precisão, a produção em massa e os materiais comerciais da era da máquina industrial.

Algumas das formas mais marcantes que a Pop Art tomou foram Reproduções estilizadas de quadrinhos de Roy Lichtenstein usando os pontos de cor e tons lisos de impressão comercial; as pinturas meticulosamente literais de Andy Warhol e impressões em silk-screen de rótulos de lata de sopa, caixas de sabão e fileiras de garrafas de refrigerante; as esculturas de plástico macio de Claes Oldenburg de objetos como acessórios de banheiro, máquinas de escrever e gigantescos hambúrgueres; Tom Wesselman “Grandes Nus Americanos”, pinturas planas e diretas de símbolos sexuais sem rosto; e Os quadros de George Segal construídos com figuras em gesso em tamanho real colocadas em ambientes reais (por exemplo, balcões de almoço e ônibus) recuperados de ferros-velhos.

A maioria dos artistas da Pop Art aspirava a uma atitude urbana e impessoal em suas obras. Alguns exemplos do movimento, no entanto, foram sutilmente expressivos em crítica social – por exemplo, os objetos gigantescos de Oldenburg e as repetições monótonas de Warhol da mesma imagem banal têm um efeito inegavelmente perturbador – e alguns, como os misteriosos e solitários quadros de Segal, são abertamente expressionistas.

A Pop Art estadunidense costumava ser emblemática, anônima e agressiva; a inglesa, mais subjetiva e referencial. Ambas tiveram uma importante influência nos movimentos culturais que surgiriam então, com destaque para a música, com o Rock surgindo como o grande gênero das próximas gerações, tanto na Europa quanto nos EUA. Como um bom exemplo disso, podemos citar a influência de Andy Warhol no cenário musical nova-iorquino, sendo atuante na formação da banda Velvet Underground, por exemplo. Um exemplo inglês pode ser visto na capa do disco “The Who Sell Out”, da banda The Who, em 1967, que brinca com a estética da Pop Art ao mostrar produtos de uso cotidiano em tamanhos desproporcionais.

 

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